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VIVER COM MEDO É VIVER PELA METADE"O INFERNO SÃO OS OUTROS." JEAN PAUL SARTRE, "MAS O CÉU É O LIMITE"
August 13 POETICAS CONTEMPORANEASDESCRICAO PARA OS MEUS OBJETOS!!!
BONECA DE PORCELANA E CANECA DE PORCELANA:
*MULHER, DELICADA,OBSERVA OS DETALHES, ROMANTICA.
*MIMADA.
*SOLITARIA.
*REPRESSAO.
*CASEIRA, INFANTIL.
*TEVEUMA INFANCIA DIFICIL. NAO CONSEGUE SE LIBERTAR DOS TRAUMAS.
*UMA PESSOA DELICADA, SENSIVEL E ATE CERTO PONTOFRAGIL. QUE SE LIGA AO PASSADO E A SUA HISTORIA. QUE GOSTE DE BUSCAR REFERENCIAS EM PESSOAS PROXIMAS.
*EM BUSCA DO RETORNO DA INFANCIA.
*ESTA PESSOA E UMA ARTISTA.
*NOSTALGIA: E NAO SEI, EU NAO LHE CONHECO, MAS O QUE SINTO QUANDO TE VEJO E PASSADO.
*MULHER, DISCRETA ROMANTICA CASEIRA E FAMILIA.
*( ANDREA) BONECA
June 11 projeto de arte educaçãoEMEI LAJEADO
EU, MEU AUTO RETRATO
Camila Vieira de Souza Lucia de Fatima Salviano
Introdução Durante a reuniões de estudo (PEA, cujo o tema é construindo valores) em grupo na EU percebe-se que todos os textos caminharam para a auto-valorisação da criança. Busca-se encaminhar todas as atividades para a valorização da criança e do grupo. Mas um dos textos alertou o grupo sobre a importância da construção de projetos na aprendizagem escolar tornando os componentes e conteúdos educativos mais claros e concretos para a compreensão infantil. Com todos estes motivos e com um estimulo externo de um concurso que incentiva educadores na pratica de artes opta-se pelo tema: "EU, MEU AUTO RETRATO".
ONDE TUDO COMEÇOU Como já foi dito durante as leituras e conversas notou-se a necessidade de construir com as crianças um projeto só não se sabia qual! Veja o processo de construção pelo qual o grupo passou até chegar a um objetivo comum.
DISCUTINDO A ESCOLA PUBLICA DE EDUCAÇÃO INFANTIL A REORIENTAÇÃO CURRICULAR De acordo com o texto discutindo a escola publica de educação infantil, a sociedade não aceita o diferente como governante. Mas se a escola estiver preparada para estimular a criança a adquirir cultura da humanidade através do desenvolvimento das linguagens utilizando-se de projetos coletivos onde a elaboração de planejar com as crianças, fazer desenvolver e avaliar os resultados alcançados fará mais sentido para a aquisição do conhecimento infantil e assim esse indivíduo poderá tornar-se governante porque a sociedade vai percebe-lo como capazes. ALFABETIZAÇÃO NA PRÉ-ESCOLA Aprendizado e desenvolvimento estão interrelacionados desde o primeiro dia de vida da criança. Sendo assim, não pode-se dar ao luxo de ter medo de sair de uma "formação mecanicista e arriscar-se a construir o novo". Deve-se através de projetos, trabalhar o processo de construção de novos conhecimentos onde a criança desenvolvera sua aprendizagem global. EUREKA Com o estudo destes dois textos notou-se a necessidade para a construção de valores da criança a importância do auto-conhecimento e perceber-se capaz de construir seus conhecimentos assim respeitando-se, entendendo-se, aprendendo e se desenvolvendo. Uma criança completa desta forma alem de respeitara si própria vai respeitar o seu companheiro de turma, o ambiente em que vive e sua família. Quando este indivíduo conquistar esta capacidade percebera a importância de seu pensamento para a modificação e conquista pessoal e na construção de uma nova etapa em sua vida. PRIMEIROS OBJETIVOS Elaborar e desenvolver projeto de arte na escola com o tema "Eu, meu auto retrato", estabelecendo relações entre a criança, o colega, a escola, a comunidade e suas diversas realidades. Organizar atividades e materiais através de portfolio. Formar rodas de conversa e explicar para as crianças o que é auto retrato, apresentar artistas famosos falando sobre sua vida e suas atividades artísticas. Trabalhar e desenvolver linguagem oral e escrita com as palavras auto retrato, autor, o nome dos artistas escolhidos, o nome de algumas obras e seu próprio nome através da assinatura nos trabalhos e assim dar e trabalhar a questão da autoria. Estimular um processo criativo nas crianças. Desenvolver a percepção visual. Provocar o envolvimento do grupo e estimular sua auto-estima. Conhecer e definir as palavras auto-retrato e autor. definições segundo o dicionário de língua portuguesa os significados são: auto retrato: retrato de um indivíduo feito por ele próprio. AUTOR: criador da obra artística, literária ou cientifica. OS ARTISTAS A seleção partiu do principio de artistas que fazem imagens de protestos, polemica, dor, imagens calmas e sempre com ambos os sexos.
REPRESENTAÇÕES Como pode ser representada a nossa auto imagem?
Etapas do projeto As etapas do projeto foram distribuídas em passos. 1o passo: roda de conversa com as crianças. Perguntar em roda; o que é auto-retrato? Explicar o que é retrato, repetir a pergunta; Em seguida definir com eles. Apresentar as pinturas de Frida e João Câmara; perguntar as impressões que eles tiveram com as imagens. 2o passo: fazer dois desenhos de si próprio; o primeiro vão colorir com giz de cera; o segundo vamos guardar. Assinatura; estimular as crianças a assinarem seus trabalhos oferecendo-lhes as plaquinhas com seus nomes. 3o passo: avaliar com as crianças, o que é auto-retrato; conversar com eles sobre a posição de pequenos artistas; propor a eles o concurso de arte-educador. 4o passo: pintar os desenhos feitos na aula anterior com o uso do pincel;as mesas vão dispor uma tinta em cada com quatro pincéis; eles vão de mesa em mesa até concluírem sua pintura. Conversar sobre a evolução dos trabalhos, aplaudindo para levantar a auto-estima. 5o passo: observar seus rostos no espelho; conversar sobre o que esta vendo; apresentar os auto-retratos de Tarcila e Picasso; levantar diferenças entre um e outro; Desenhar com lápis de escrever e colorir. 6o passo: um amigo vai ajudar o outro a desenhar suas silhuetas sobre papelão; cada um vai escolher a cor que mais gosta e pintar suas silhuetas; cada um vai assinar sua silhueta; vão contar a ela um de seus desejos. 7o passo: vamos ver outras formas de representar um auto retrato; com Frida e Van Gohgh, ela fez uma pintura com seus objetos, ele fez uma pintura de seu quarto; quem gosta?/ quem não gosta?/ por que? Desenhar uma coisa do seu quarto ou seu quarto. 8o passo: apreciação e avaliação: as crianças já conhecem um pouco da estética dos trabalhos, em roda todos vão comentar o que mais gostaram e por que. Valorizando o esforço e a dedicação de cada sujeito, com palmas e incentivo a continuar. 9o passo: a casa como representação, conversar sobre a casa e o que mais gosta em casa:registrar através de conversa e professor escritor; confeccionar uma casa de sucata; 10o passo: as mascaras, apresentar as crianças diversas mascaras e conversar sobre sua utilização e serventia; confeccionar mascaras de jornal a partir de bexigas;
11o passo: relembrar a trajetória com as crianças;dirigindo como se fosse um caminho sobre tudo o que eles já aprenderam enquanto esse caminho é desenhado pelo professor como se fosse um mapa; propor para as crianças que desenhem o caminho de casa até a escola; com lápis de escrever e colorir com lápis de cor. 12o passo: a escola, onde me sento, desenhar sua mesinha e seus amigos que mais gosta; com giz de cera acabamento com tinta. Avaliar e refletir: conversa com registro do professor. 13o passo: a comunidade; nos somos o retrato de nossa comunidade assim como ela também é o nosso retrato;conversar sobre isso com eles montar com as casinhas que eles já tem uma pequena representação da comunidade. 14o passo: a nossa rotina na escola:qual o momento que mais gosto ? relato e registro (professor). Vamos desenhar e fazer colagem de papeis sobre nossa atividade favorita. 15o passo: meus amigos, minha família e minha professora: com quem quero me parecer? Como eu gostaria de ficar? Conversa e registro. Fazer um desenho básico com lápis em papel. 16o passo: minha imagem; como eu sou, como eu gosto de me vestir; fazer uma pintura sobre cartolina direto. June 07 pesquisas recentesO CASO DO PINTOR DALTONICO Este texto me fez refletir principalmente sobre questões de como aprendemos e fazemos a aquisição dessas sensações para nosso conhecimento e como as cores, a visão são importantes e como precisamos trabalha-los freqüentemente, utilizando-o e assim desenvolvendo suas percepções. Sua fonte de pesquisa primordial era basicamente as cores. Desenvolveu um trabalho cheio de envolvimento e sensibilidade. durante toda sua vida de artista trabalhou e pesquisou as cores, no auge de 65 anos, sofre um acidente que aparentemente é inofensivo mas vai alterar para sempre e radicalmente o seu modo de ver e perceber o mundo em que vive por conta do acidente chegou a descobrir que tornara-se um daltônico. Mas esse problema em nada afetou seu globo ocular que permanecia com seus cones e bastonetes intactos, ele foi mais longe, afetou a região do córtex onde a visão em cores se decodifica e processa a informação para o cérebro. Os médicos fizeram inúmeros exames e variadas pesquisas que vão tratar da descoberta da luz como cor, onde Newton percebe que com um prisma era possível fragmentar a luz e perceber as cores contidas nela enquanto Thomas Young levanta uma das hipóteses mas próximas da realidade que hoje já se é comprovada sobre os receptores que nossos olhos desenvolveram para perceber a cor, ele afirmou que eram apenas três (hoje sabemos que eles percebem as cores vermelha, verde e azul). Em suas pesquisas descobrimos que só as descobertas de Newton e Young não eram suficientes para explicar nossa percepção das cores, segundo Goethe partindo de suas pesquisas ele chegou a perceber que existiam alem das cores dos objetos, a luz que também refletia cores e com a união de ambas ele trilhou por caminhos como ilusões visuais, ilusões com cores, efeitos também de sombras coloridas, acreditando ele que o mundo visual a que estamos acostumados nada mais é do que nossa criação visual em cores (eu vejo da seguinte maneira, nosso cérebro e olhos se desenvolvem e aprofundam seus conhecimentos a medida em que podem contar com seus recursos, se meus recursos são baseados em três cores básicas e suas possíveis variações vou enxergar um mundo em cores, mas se em vez disso eu tenho uma acromatopsia, vou enxergar meu mundo com essas cores, e até que me digam que tem algo errado, para meu cérebro tudo estará normal, mas se invés disso eu conheci o mundo em cores, então teremos ai uma percepção clara de que algo esta errado com meu sistema sensorial de visão)por isso acredito que esta expressão de Goethe faz sentido "A ilusão de óptica é a verdade da óptica". Concluindo, como nosso cérebro aprende e se adapta o pintor passou a adaptar-se em sua nova situação passou a ver TVS em preto e branco, fotografar com filmes em preto e branco, voltou a observar e apreciar mais desenhos, pesquisar um mundo da arte que não se interessava antes as esculturas, enfim pintar em preto e branco. Sua percepção aumentou com respeito a tons, visão noturna e luz sombra em seus trabalhos. Com todos estes problemas ele conseguiu conhecer e apreciar um mundo novo e descobriu que conhecer teoricamente cores não era suficiente, que contrastes e tons também eram uma vertente fascinante da arte da qual ele agora poderia e deveria se apropriar e explorar April 05 EquilibrioA estrutura oculta de um quadrado A experiência visual é dinâmica. O que uma pessoa ou animal percebe não é apenas um arranjo de objetos, cores e formas, movimentos e tamanhos. É, talvez, antes de tudo, uma interação de tenções dirigidas. Que são forças Perceptivas? Foram admitidas como reais em ambos os domínios da existência – isto é, tanto como forças psicológicas como físicas. Psicologicamente, os impulsos no disco existem na experiência de qualquer pessoa que o observe. Dois Discos num Quadrado A localização cria uma distinção entre ambos, que conflita com a pariedade simétrica. Este dilema é insolúvel. O espectador encontra-se entre duas concepções incompatíveis. O exemplo mostra que mesmo o mais simples padrão visual é fundamentalmente afetado pela estrutura do espaço circundante, e que o equilíbrio pode ser pertubadoramente ambíguo quando a configuração e a localização espacial entram em contradição. Equilíbrio Psicológico e Equilíbrio Físico Com exceção das configurações mais regulares, nenhum método de calculo racional conhecido pode substituir o sentido intuitivo de equilíbrio do olho. Discrepâncias existem porque fatores como tamanho, cor ou direção contribuem para o equilíbrio visual de maneira não necessariamente paralelas fisicamente. Por Que Equilíbrio? Numa composição equilibrada, todos os fatores como configuração, direção e localização determinam-se mutuamente de tal modo que nenhuma alteração parece possível, e o todo assume o caráter de "necessidade" de todas as partes. Peso Duas propriedades dos objetos visuais exercem influencia particular no equilíbrio: peso e direção. O peso sofre influencia da localização. Um fator que influencia no peso é a profundidade espacial. O peso depende também do tamanho. Quanto à cor o vermelho é mais pesado do que o azul, e as cores claras são mais pesadas do que às escuras. O interesse intrínseco afeta o peso. O isolamento favorece o peso. A configuração parece influir no peso. Direção Vários fatores determinam a direção das forças visuais, entre eles à atração exercida pelo peso dos elementos vizinhos. Os padrões repetitivos de papel de parede ou das janelas de altos edifícios conseguem equilíbrio por homogeneidade. Uniformemente preenchidas com texturas homogêneas. Essas obras apresentam um mundo no qual se sente no mesmo lugar onde quer que se vá. Alto e Baixo Um objeto de um certo tamanho, forma, ou cor, visualmente tera mais peso quando colocado mais alto. Portanto o equilibrio na direção vertical não pode ser conseguido colocando-se objetos iguais em diferentes alturas. O mais alto deve ser mais leve Direita e Esquerda De acordo com Alexander Dean, entre as assim chamadas areas cenicas, o lado esquerdo (do ponto de vista da platéia )é considerado o mais forte.num grupo de atores, o que se encontra mais afastado a esquerda domina a cena. O Equilibrio e a Mente Humana O equilibrio continua sendo a meta finalde qualquer desejo a ser realizado, de qualquer trabalho a ser completado, qualquer problema a ser solucionado. Madame Cezanne numa Cadeira Amarela Conclui-se pela argumentação anterior que um artista interpretaria a experiencia humana um tanto unilateralmente se permitisse que o equilibrio e a harmonia monopolizasse seu trabalho. Ele só pode recorrer a sua ajuda no esforço que emprega para dar forma a um tema significativo. O significado da obra emerge da interação das forças ativantes e equilibradoras. O retrato que Cezanne fez de sua mulher, em uma cadeira amarela foi pintado entre os anos 1888 e 1890. o que logo chama a atenção do observador é a combinação de tranquilidade externa e intensa atividade potencial. A figura em repouso esta carregada de energia que impulsiona na direção do olhar.
Conclusão De acordo com o texto estudado,devemos observar melhor as composições visuais e passar a analizar seu equilibrio e forma. Pois esse trabalho assim como a maioria dos textos que possuem uma forma visual existem para serem objetos de leitura. Partindo disto, observar melhor seus pontos de equilibrio, onde a intencidade da imagem nos conta quem é o ator principal e o figurante, onde inicia e onde termina a obra. Então o artista que compreende a intecidade de uma tinta sobre uma tela ou papel vai causar inumeras sensações de prazer e até mesmo de angustia usando os campos de força que nos atraem para uma linda folha de papel em branco.
ARNHEIN, Rudolf . Equilíbrio.IN.Arte e Percepção Visual: uma psicologia da visão criadora. São Paulo. Pioneira. 2004
GestaltGestalt A gestalt vai nos levar por uma viagem no objeto onde vamos descobrir detales, prazeres e desprazeres. Fiz uma pequena pesquisa para tentar entender o que isso pode nos ensinar sobre nosso olhar e o que me deixou impressionada foi descobrir que ela vai liberar em nos emoções que nos façam entender aquela realidade. O que mais me marcou da leitura foi a seguinte fraze "quanto mais eu consigo me perder no objeto mais profundamente eu me encontro no final."isso vem clariar nosso pensamento para que ao elaborar nossas pesquisas e trabalhos ter a inteção de fazer o espectador viajar em cada detale e se perder na obra até que alcance o maior estado de extase.
Ver e Não VerSACKS, Ver e Não Ver IN: Um Antropólogo em Marte, sete historias paradoxais.
Ver e Não Ver
Pagina 125: A quem é ensinado distinguir o cubo da esfera pelo tato, volte a ver: pela visão antes de toca-los. Quase todos experimentaram as mais profundas confusões e perturbações lockianas. Pagina 128: Foi nesse instante, e somente nesse instante, ele disse, que finalmente se deu conta de que aquele caos de luz e sombra era um rosto – e, na realidade, o rosto de seu cirurgião. Pagina 129: Ele viu, mas o que viu não tinha qualquer coerência. Pagina 131: Era antes, o comportamento de alguém mentalmente cego, ou agnóstico – capaz de ver, mas não decifrar o que estava vendo. Pagina135: Agora, cinco semanas depois da cirurgia, sentia-se com freqüência mais incapaz do que se sentira quando era cego, e perdera a confiança, a facilidade de movimento que possuía então. Pagina 138: "A dificuldade real aqui é que a percepção simultânea de objetos não é algo habitual para aqueles acostumados a uma percepção seqüencial através do tato". Nós com a totalidade dos sentidos, vivemos no espaço e no tempo; os cegos vivem num mundo só de tempo. Pagina 141: A maioria de nos não faz idéia da enormidade dessa construção, já que a desempenhamos inconsútil e inconscientemente, milhares de vezes todos os dias, num piscar de olhos. Mas não é assim com um bebe, como não era assim com Virgil, e também não é com um artista que deseja experimentar suas percepções elementares renovadas, como pela primeira vez: "a mesma coisa vista de um ângulo diferente fornece um tema de estudo do mais alto interesse e tão variado que creio poder passar meses ocupado sem mudar de posição, simplesmente curvando-me mais à direita ou à esquerda". Pagina 146: Anteriormente Virgil detectado o som distante do ruído dos leões em sua jaula; ficou com os ouvidos ligados e virou-se de repente na direção deles. "Ouçam!" Ele disse."São os leões - estão alimentando os leões." Estávamos impressionados pela qualidade da audição de Virgil, sua atenção, agudeza e orientação auditivas, o quanto era proficiente com a escuta.
Paginas 150 e 151: Nesses episódios, Virgil foi tratado por sua família como um cego, tendo sua identidade visual negada ou solapada, e reagiu, de acordo, comportando-se como tal ou mesmo ficando cego – uma retratação ou regressão extensiva de parte do seu ego a uma negação esmagadora e aniquilante da identidade. Pagina 154: Uma criança de colo apenas aprende. É uma tarefa enorme, sem fim, mas que não esta carregada de um conflito sem solução. Um adulto que recobra a visão, em contrapartida, tem que fazer uma mudança radical de um modo seqüencial para outro visual-espacial e essa mudança desafia a experiência de toda uma vida. Pagina 157: Uma vez que nossos pacientes adquirem modelos visuais, e conseguem trabalhar com eles de forma autônoma, parecem experimentar uma grande alegria no aprendizado visual um renascimento da personalidade. Começam a pensar em áreas totalmente novas da experiência. Pagina 159: Amy não conseguia entender esse estado singular, em que ele manifestamente reagia aos objetos, podia localiza-los, estava vendo, e com tudo negava toda a consciência da visão. Esse estado – chamado de visão implícita, inconsciente... Pagina 164: Agora, por fim, a Virgil é permitido não ver, escapar do mundo ofuscante e atordoante da visão e do espaço, para retornar ao seu próprio e verdadeiro ser, o mundo intimo e concentrado de todos os outros sentidos que havia sido seu lar por quase cinqüenta anos.
Conclusão Pensando sobre como pensa um cego hoje vivi uma experiência única. Precisei contar apenas com minha percepção tátil em um escuro total. Na minha opinião foi a sensação mais angustiante pelo qual passei. Agora imagine um cego, que o Maximo que percebeu durante toda sua vida foram vultos irreconhecíveis. E que um dia se submete a uma cirurgia visual para voltar a enxergar. Ele com certeza se sentiu como eu me senti hoje na aula de fotografia incapaz de qualquer movimento sozinho.Eu por não ter a meu favor a visão espacial. Ele por se deparar com um espaço que antes para ele era inimaginável. Para Virgil se adaptar a esse novo mundo era difícil, ele conhecia a noção de tempo para se localizar entre espaços e objetos, agora passou a fazer um paralelo entre o espaço que vejo, o tempo que levo entre um lugar e outro e também distinguir os objetos que antes conhecia através apenas do tato e do olfato. Quando observamos um bebe sabemos que suas dificuldades de visão serão sanadas com o tempo, pois ele dispõe disso para desenvolver os órgãos que comandam visão e os outros sentidos para formarem um contexto entre espaço, forma, espessura, textura, paladar e olfato. Já um adulto seu corpo se desenvolveu fazendo adaptações necessárias de acordo com possíveis deficientes orgânicos. Daí a dificuldade de Virgil em aprender a ler o mundo visual, pois os objetos variam de forma conforme o ângulo que está sendo observado. Por isso sua pesquisa é constante tal qual um artista que se utiliza desse mesmo estudo para apresentar formas diferentes de se fazer à leitura das imagens e até mesmo do mundo. O doloroso desse texto é saber que nosso protagonista se quer adquiriu o tempo necessário para apreciar o mundo das imagens. Ele se quer teve tempo para construir os modelos visuais para isso. Virgil voltou para seu mundo, um mundo sem brilho, sem luz, de muitas sombras, às vezes triste, mas também confortável para aquele homem que enxergava o mundo não com os olhos, mas com o coração. December 31 AGRADECIMENTOS POR ALGUMAS OPORTUNIDADESKAAMILAH
PRIMEIRA EXPOSIÇÃO REALIZADA EM 2005 COM UM GRUPO DE AMIGOS QUE ME DEU UM APOIO ENORME!
EU AMO TODOS OS INTEGRANTES DO GRUPO DE ARTE ALTERNATIVA SINFONIA DE CÃES.
E AGRADEÇO TAMBÉM AOS MUSICOS QUE ME DISPONIBILIZARAM UM ESPAÇO EM SUAS APRESENTAÇÕES DE PURO ROCK ALTERNATIVO!
MEUS QUERIDOS OBRIGADA DE TODO O CORAÇÃO!
E AGRADEÇO EM ESPECIAL A DOIS IRMÃO E GRANDES AMIGOS MEUS DESDE OS TEMPOS DE FPA!
GUSTAVO E DANIEL VOCES MORAM NO MEU CORAÇÃO!
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